Paradigmas dos novos ambientes virtualizados - Ten Sistemas e Redes

Paradigmas dos novos ambientes virtualizados

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A introdução da virtualização em ambientes computacionais distribuídos e heterogêneos  permitiu abstrair sobre onde uma aplicação está rodando. A ideia era estabelecer os recursos de CPU, memória, discos e rede necessários para o perfeito funcionamento da aplicação e garantir que o sistema de virtualização alocasse os recursos necessários para cada uma delas. A promessa era melhor aproveitar os recursos computacionais dos servidores compartilhando-os por múltiplas aplicações e evitando assim o desperdício de investimento.

A adoção cada vez maior da virtualização por parte das empresas e a migração quase integral das aplicações para este novo ambiente virtualizado criaram, porém, alguns novos problemas. Impossível ignorar que enquanto a demanda por recursos computacionais cresce 26% ao ano e os investimentos em TI crescem apenas 3%, este descasamento adiciona algum tempero a situação.

A primeira questão é de visibilidade. Monitorar a carga de um servidor físico é um processo relativamente consagrado, mas fazer o mesmo em servidores virtuais não é trivial. Sem visibilidade, a anarquia da distribuição aleatória de servidores virtuais por um “pool” de servidores físicos acabou por criar problemas sem precedentes.

Dada a facilidade de se criar uma máquina virtual, elas começaram a surgir no ambiente como coelhinhos.  Cochilou aparece mais uma. E o pior é que muitas vezes ignora-se até quem criou aquela máquina virtual.  Precisou testar uma aplicação? Cria-se uma máquina virtual. Acabou de testar? Deixa-se o servidor virtual no mesmo local, mesmo que sem uso. Precisou incrementar o throughput de uma aplicação circunstancialmente? Cria-se um novo servidor virtual. Concluiu seu uso? Deixa-se o servidor virtual esquecido dentro do ambiente.

O resultado é a proliferação de servidores virtuais inúteis que praticamente não consomem recursos computacionais, que são tão servidores virtuais como aplicações críticas para o negócio. Isso causa uma perda da noção sobre quais são os servidores físicos sobrecarregados e quais são os servidores físicos subutilizados.

A situação se complica quando observamos que o ambiente virtual que era restrito apenas ao Data Center privado, agora inclui também recursos computacionais que podem ser alocados como máquinas virtuais localizadas na nuvem. Neste caso, máquinas virtuais inativas podem estar sendo alocadas e tarifadas pelos provedores de serviços na nuvem configurando um tremendo desperdício.

Atividades como monitoração de consumo de recursos de servidores físicos e virtuais, em Datacenter privado ou na nuvem, distribuição equilibrada de máquinas virtuais no “pool” de servidores físicos, planejamento de capacidade e de investimentos necessários no Data Center, para dar conta das demandas computacionais atuais e das demandas impostas pelas necessidades futuras do negócio, e o planejamento da participação dos provedores de serviços na nuvem, como forma de garantir elasticidade na capacidade de processamento disponível, são os grandes desafios do DevOps Manager.

Felizmente, começaram a surgir novas ferramentas que ajudam bastante o DevOps Manager a dar conta deste desafio.  Se as ideias apresentadas aqui estiverem alinhadas com suas preocupações, não deixe de nos procurar, entre em contato!

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