Data Center na era da nuvem - Ten Sistemas e Redes

Data Center na era da nuvem

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Qual será o futuro do Data Center? Esta talvez seja a pergunta que a maioria dos profissionais de tecnologia vem fazendo ao longo dos últimos anos, devido ao avanço das soluções Cloud Computing. Para alguns analistas de mercado, vários empreendimentos estão com os dias contados, justamente devido à migração para as soluções em nuvem através dos serviços IaaS, PaaS e SaaS. Por outro lado, parte dos analistas garante que os centros de dados tradicionais ainda têm muita longevidade.

De acordo com previsões do Gartner, os investimentos em Cloud Computing nos próximos três anos serão maiores do que os investimentos em TI no modelo tradicional. A maioria das empresas, com exceção das menores, continuará a ter o Data Center local ou hospedado em ambiente de terceiros.

Data Center como serviço (DCaaS)

Com a maioria dos serviços de TI movendo-se para provedores IaaS, as infraestruturas de TI estão evoluindo do sistema tradicional, acomodado em apenas um local, para estratégias híbridas, que vinculam serviços de TI internos e externos que tiram proveito da existência da nuvem. Essa necessidade da TI híbrida tem impulsionando a criação de novas soluções como DCaaS (Data Center como serviço), que consiste no fornecimento de instalações de centros de dados físicos offsite e infraestrutura voltados para as empresas, ou seja, as organizações alugam ou arrendam o acesso ao Data Center do provedor, usando servidores, redes, armazenamento e outros recursos de computação de propriedade do provedor DCaaS.

Um provedor DCaaS é contratado geralmente por um negócio que não pode expandir o seu próprio centro de dados. Isso pode acontecer devido a indisponibilidade local de energia ou refrigeração, limitação de espaço físico, escassez de capital, ausência de pessoal de TI experiente, entre outros fatores. Ao voltar-se para um provedor DCaaS, a empresa terceiriza uma parte (ou todo) de seu centro de dados para o provedor e acessa remotamente esses recursos de computação através da WAN.

O que migrar para nuvem?

Apesar do ambiente em nuvem apresentar-se como a solução ideal para qualquer negócio, é muito importante para as organizações identificarem quais cargas de trabalho devem ser migradas para a nuvem e quais devem ser mantidas em sua estrutura local. Optar por esta estratégia híbrida permite flexibilizar os recursos e trazer diversos benefícios como disponibilidade, mobilidade, confidencialidade e redução do custo computacional.

O melhor momento para considerar a migração para a nuvem é quando chega o momento de atualizar as soluções em produção. Nessa hora, é fundamental considerar a oportunidade de transferir suas cargas de trabalho para a nuvem. O primeiro passo é identificar quais aplicações ou cargas de trabalho operam de forma autônoma? Quais possuem dependências? O site de uma empresa é um exemplo de aplicação autônoma, que pode facilmente ser transferida para a nuvem. Já um CRM interno, por exemplo, exige conectividade com o sistema de ERP e com outros sistemas interdependentes, logo, migração dessa carga de trabalho para a nuvem traria mais riscos em termos de latência e probabilidade de problemas operacionais, o que exigiria um planejamento maior na avaliação das reais necessidades da mudança.

Também é preciso identificar se a carga de trabalho é voltada para o cliente ou basicamente acessada pela Internet. No caso da última opção, provavelmente será melhor hospedar esta carga de trabalho na nuvem para garantir que os usuários finais obtenham o máximo de tempo de atividade, desempenho e disponibilidade. Da mesma forma, a nuvem também é mais adequada para cargas de trabalho variáveis.

Pode parecer óbvio, mas o nível de experiência da organização com governança e segurança, no que diz respeito aos aplicativos na nuvem, deve exercer um papel importante na relação com a migração. Se for a primeira vez que sua organização trabalha com um provedor de nuvem pública e os respectivos termos e condições de segurança do SLA, você provavelmente não começará com um aplicativo muito crítico. Por outro lado, uma equipe experiente deve ter mais confiança na hora de migrar um aplicativo mais complexo e gerenciar a relação com o provedor de nuvem.

O que podemos concluir? Neste contexto, o essencial é analisar a estrutura do seu negócio, mapeando todos os recursos necessários para garantir uma gestão mais eficiente e flexível. Por isso, o mercado está se adaptando às infraestruturas híbridas, e não apenas delegando sua estratégia de negócio a uma única tecnologia. Não é possível determinar que o Data Center será descartado do mercado com essas novas tendências, mas sim, que haverá um processo recorrente de novas transformações que modelem um novo conceito de central de dados.

Seja qual for a decisão da sua empresa, convidamos você a saber como otimizar os custos dos processos da sua empresa no infográfico que preparamos.

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